Uma tortura, 6 provas de 3 horas de duração, uma de cada disciplina obrigatória do curso. Resultado: o verão inteiro enfurnada nas bibliotecas da UCLA. Acumulando informação (conhecimento). Mas para que? Será que ano que vem ainda vou lembrar aquilo que estudei? Dizem os alunos mais antigos do curso que não.
Isso me lembra um pouco do vestibular. Naquela época alguém me disse que nunca mais na vida eu saberia tão pouco sobre tanta coisa. Dificilmente algum dia eu saiba de tantos detalhes históricos ou o nome de tantos autores do realismo no Brasil. Se alguém me perguntar o nome desses autores hoje, ou quais foram as reformas do período regencial é óbvio que eu não vou saber responder (fico impressionada que ainda lembro que tinha um capítulo do meu livro de história com esse título).
Mas o que será que aconteceu com toda essa informação? Afinal, são 18 anos de estudo, com em média 180 dias letivos por ano e umas 4 horas de aula por dia. E ainda tem todas as pessoas que conheci nesse tempo e todos os lugares que visitei para se somarem às 12960 horas de aula que assisti.
Em algum momento, mesmo que temporariamente, meu cérebro registrou essa informação. Certamente existe algum mecanismo seletivo que decide o que é importante o suficiente para ser transferido para a memória de médio ou longo prazo. Durante meu curso de biologia não lembro de nenhuma informação importante que explique como esses processos acontecem.
As informações, como quase tudo no nosso cérebro, estão contidas nas rede de ligações sinápticas. O máximo que lembro é de uma proteína com cara complicada que poderia ter alguma função na definição de quais ligações seriam mantidas de forma definitiva. Um dia ainda peço para alguém da área me explicar esses processos direito. Mas o que sei é que esta é mais uma das perguntas (ao menos parcialmente) em aberto na biologia.

É difícil entender (e talvez até mesmo aceitar) como proteínas semelhantes à da imagem e ligações entre neurônios conseguem definir aquilo que lembramos. É difícil entender a ligação disso com o fato de que de todos os substantivos em alemão que um dia eu soube, um dos pouco que lembro do artigo é (das) mädchen. Sempre me intrigou o fato de moça ter artigo neutro.
Esse é um dos problemas que eu acho que será resolvido com a ajuda da matemática. Mas não é para mim.
Sim, sim, mas tu nem disse QUAL afinal foi o resultado das provas de qualificação. E ainda está me devendo o relato do Brazilian Day in LA.
ResponderExcluirTu não lembra daquelas aulas sobre redes neurais? A gente só lembra das coisas que têm reentradas no sistema. É por isso que tu não lembra (nem eu) quais são os autores do realismo nem quais as reformas do período regencial, embora alguma coisa no caminho te chamou atenção, e só por isso que ao menos os nomes vêm à tona. Aquilo que não é usado vai pro saco, essa é a verdade. E graças a Deus, não queria todo esse entulho parado dentro do meu cérebro.
p.s: adorei a tua conta de quantas horas de aula tu assistiu hahaha
Ju, eu não lembro nem de ter assistido a aulas sobre redes neurais. Tem certeza que eu fiz essa disciplina contigo? Embora a história das reentradas no sistem não me é de todo estranha.
ResponderExcluirResultado das provas: PASSEI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Agora é hora de comemorar
Gabi, eu não tenho certeza que fizemos essa cadeira juntas. Foi a do Renato Flores. A Genética do Comportamento Humano. A disciplina que eu tenho mais lembranças e mais reentradas.:O
ResponderExcluirEu sabia que tu ia passar. ÉS a minha bailarina preferida. E a minha biomatemática preferida também hehehe.
Brigada Ju.
ResponderExcluirEu fiz genética do comportamento humano com a Mar depois que me formei da Bio. É uma das disciplinas que mais marcou mesmo. Muito assunto pra mesa de bar.