quinta-feira, 30 de setembro de 2010

BAZINGA!

Penny: I’m a Sagittarius, which probably tells you way more than you need to know.
Sheldon: Yes, it tells us that you participate in the mass cultural delusion that the sun’s apparent position relative to arbitrarily defined constellations at the time of your birth somehow affects your personality.
Penny: (puzzled) Participate in the what?


e outra

Sheldon: Howard, you know me to be a very smart man. Don't you think that if I were wrong, I'd know it?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

VEGAS, BABY!!!

Esse final de semana fui com 4 amigas para


Foi muito legal, Las Vegas é um grande parque de diversões para adultos.



But what happens in Vegas stays in Vegas.

Então eu vou contar a aventura da volta. Estávamos fazendo a viagem de volta para Los Angeles de carro, passando pelo deserto por volta das 9:30 da noite.




Eu dormia no banco de trás quando percebi que o carro parou perto de uma casa com cara estranha no meio do nada. As meninas queriam trocar de motorista.


Eu já estava achando que parar ali, à noite, no deserto era uma má idéia. Mas como já estávamos lá, o negócio era trocar de motorista e voltar para a estrada, pois ainda faltavam 3 horas para chegar em LA. Acontece que, na hora de voltar para a estrada, o GPS loqueou e como estava escuro acabamos pegando o caminho errado. Uma estradinha de chão batido, sem comunicação nenhuma com a estrada principal.




Andamos um tempinho por essa estradinha, até nos darmos conta que ela não daria acesso à estrada principal, e que precisávamos voltar. Na volta, percebemos que essa estradinha tinha uma bifurcação na direção da estrada principal e entramos naquela direção, para logo ver que ela dava em um túnel assustador que passava por baixo da estrada principal, mas que não passava carro.

Momento gritaria dentro do carro. Ninguém queria passar por ali. Então a motorista começou a dar ré para retornar. Novo momento gritaria dentro do carro: quase que ela bate no barranco da lateral da estrada. Nesse momento, só pensávamos em sair de lá o mais rápido possível. No que ela acelera o carro: atolamos.

  

Nesse momento: desespero!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Uma começa a chorar, outra tenta pedir ajuda para o namorado e vê que não tem sinal de celular. Todo mundo com medo. Desde que saímos da estrada não vimos pessoa alguma por ali.

 Sorte que uma das meninas é policial federal. Além de nos proteger de todos os perigos da noite no deserto, ela, depois de um tempo, trata de cavar a areia debaixo da roda do carro para tentar nos desatolar. Então, assim que acabamos de liberar os pneus, vamos 4 meninas empurrar o carro enquanto ela dirige, e assim saímos do atoleiro.

Depois que estávamos de volta na estrada principal, só conseguíamos rir de todos os perigos de que escapamos: coiotes, cascavéis, bandidos do deserto, e zumbis.



sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Gripe pelo mundo

Esse vídeo faz parte da pesquisa do meu orientador aqui na UCLA, Marc Suchard. É interessante como pegando sequências de material genético de vírus em vários lugares do planeta, unindo isso com informações de rotas de avião, colocando num contexto de modelos probabilísticos para a evolução das sequências, e rodando num computador por horas, horas e mais horas se consegue um videozinho bonito desses. Ele mostra as mais prováveis rotas e tempos pelos quais a epidemia da gripe suína se espalhou.



Será que eu vou trabalhar com isso?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Auggie

Aqui nos EUA não passa novela todo dia de noite. O substituto americano para as novelas são os seriados, que passam nos mesmos horários nos canais de TV aberta e o dia inteiro nos canais do cabo. Assim como nós com as novelas, eles exportam esses seriados para o mundo inteiro (de forma mais eficiente). Assim, no Brasil, nós acompanhamos Lost, House, Sex and the City, etc.

Um dos seriados que eu acompanhei agora no verão americano foi Covert Affairs. Ele acompanha a vida de uma nova agente da CIA em missões perigosas, segredos para manter uma vida dupla, e desventuras amorosas. Mas eu não quero fala sobre a Annie, e sim sobre o Auggie, o principal coadjuvante da série.

Auggie é o cara, extremamente desenvolto, expert em tecnologia é o cara do apoio no escritório e resolve todos os problemas que a Annie tem nas missões de forma inteligente. Em um dos episódios ele dá uma aula de luta corpo a corpo para a Annie. Ele salva uma antiga namorada da perseguição pela máfia russa, e ainda a convence a colaborar com a CIA, em um episódio que envolve cenas de ação e luta em um trem em movimento. Mas ele não é só um bom agente. Auggie se torna o melhor amigo da Annie, ouve seus problemas e dá dicas valiosas. Ele tem um senso de humor que rende algumas das melhores tiradas da série. Sem falar no sucesso que faz com as mulheres.

Enfim, Augie é o cara.

Tudo bem, em um seriado de espionagem, nada mais natural que um dos principais personagens masculinos tenha todos esses atributos. Daria para dizer até que essa história já está batida, não fosse um pequeno detalhe: ele é cego.

É muito interessante ver como o problema de visão desse personagem é tratado no programa. Eles apresentam uma série de adaptações tecnológicas para que ele use todos os instrumentos tecnológicos que são sua ferramenta de trabalho, e até um walking stick lazer. Auggie, que era agente de campo antes de perder a visão, acaba ocupando uma posição mais nos bastidores por insistência da chefe, mas isso não o impede de partir para a prática quando a ocasião pede. Ele certamente não fica devendo nada aos outros personagens da série.

Esse vídeo, que é um pouco longo, mostra algumas das cenas do Auggie num dos primeiros episódios da série.



É interessante a naturalidade com que sua deficiência é tratada e a independência que ele tem. Claro que, com uma latinha dessas, não é difícil ver porque ele faz sucesso com as mulheres.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sirvam Nossas Façanhas de Modelo a toda Terra

Hoje, 20 de Setembro, dia da Revolução Farroupilha. Provavelmente os tradicionalistas estão virando sapo há uma semana no acampamento do parque da harmonia. (Nem sei se realmente chove em Porto Alegre, mas considerando que hoje é o 20 de Setembro, provavelmente sim)

É interessante como a distância muda um pouco nossa perspectiva de casa. Meus amigos brasileiros (aqui em LA) vira e mexe fazem roda de samba e comida brasileira. A festa da copa do mundo foi uma excelente desculpa para exaltar a brasilidade, e mesmo o dia da eliminação foi marcado com uma festa junina de fazer inveja a qualquer festa junina que eu tenha ido em Porto Alegre.

Mas há algo de diferente em nós gaúchos. Temos a imagem de separatistas e orgulhosos.

Ontem eu estava conversando com 3 amigos brasileiros não gaúchos. Eu comentei que hoje seria feriado no Brasil, e logo me corrigi dizendo que só no RS. Então eles não perderam tempo em fazer a piada de que era o dia da independência do Rio Grande. Como o feriado comemora justamente a revolução farroupilha, não pude negar a idéia.

Muitos gaúchos não gostam do tradicionalismo, e acham que essa identidade gaúcha é algo que não deveria ser incentivado. Eu discordo.

Quero deixar bem claro que não sou separatista. Assim como quase ninguém hoje em dia é, tirando aquele candidato a deputado estadual que tenta ganhar notoriedade com a controvérsia.

Mas acho que a cultura local deve ser festejada. É lindo que, hoje em dia, existam pessoas dispostas a passar duas semana acampados no parque, frequentemente debaixo de chuva e às vezes frio, pilchadas tomando mate e comendo churrasco pra comemorar nossa identidade. Que tenham pessoas espalhadas pelo mundo mantendo a chama crioula acesa nos CTG's e pessoas dispostas a cavalgar pelo estado para exaltar essa identidade. Eu nunca fui dessas pessoas mais entusiásticas. Mas as admiro.

Todo esse contexto tem seu impacto mesmo nas pessoas que, como eu, nunca tiveram relação mais forte com o movimento tradicionalista. O orgulho de ser gaucho. Quem aqui sabe cantar inteirinho o hino do seu estado? Não vale fazer uma busca na internet. Estou falando do hino mesmo, e não alguma música que enaltece o estado. Aposto que as únicas pessoas que sabem são os gaúchos. E que hino bonito. E mesmo na rivalidade da dupla Grenal, ambos os estádios já ouviram de suas torcidas o grito de "Ah, eu sou gaúcho".

Hoje é um dia pra comemorar, afinal, foi o 20 de Setembro o precursor da liberdade. Acho que deveria ser feriado no mundo inteiro, e não só no RS. Sirvam Nossas Façanhas de Modelo a toda Terra.

domingo, 19 de setembro de 2010

Story of Stuff

Vocês ja viram esse vídeo. Ele é um pouco longo, mas exageros e ideologias à parte, dá o que pensar.



Um link para a versão em português.

E viva nossas contradições.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PHD Comics





Essa é a tirinha que está colada no armário do lado da porta do meu grad office. Coincidentemente, a sala de alunos da pós graduação do meu programa fica no subsolo A do antigo hospital da UCLA. A janela mais próxima está no andar de cima. E nós ainda temos sorte pois não estamos no subsolo B ou C (onde fica o biotério).

As tirinhas do Piled Higher and Deeper (PHD comics) são muito populares por aqui, e provavelmente a maioria de vocês conhece o site ou pelo menos já viu alguma das tirinhas. Basicamente o conceito é utilizar um pouco de sarcasmo para fazer graça da vida dos grad studentes (estudantes de pós graduação). Os temas principais são a relação com orientador, motivação, expectativa de concluir o curso, e a boa e velha procrastinação. Coincidência ou não, uma das minhas mais frequentes atividades na internet depois de olhar a caixa de e-mail pela 10a vez no dia é conferir o site para ver se tem tirinha nova. Claro que isso só acontece nos dias em que tenho que trabalhar.


O autor Jorge Cham começou a escrever a tirinha em 1997 quando ele era um grad student de engenharia em Stanford. Depois que de terminar o doutorado ele foi trabalhar na Caltech. Mais ou menos por essa época, ele publicou uma tirinha comparando o número de citações dos 6 artigos científicos que ele publicou com as citações das tirinhas. Não preciso nem dizer quem ganhou de lavada. As tirinhas são regularmente publicadas em vários jornais de universidades, e já apareceram até na Nature (feito que os artigos acadêmicos dele jamais almejaram).

Eu procurei essa comparação para postar aqui, mas depois de meia hora (dando gargalhadas) vasculhando o arquivo do site, desisti.


No campus as tirinhas estão por todos os lados: corredores, murais dos departamentos, os vários offices, e até mesmo em salas de professores. É um fenômeno um pouco engraçado, pois enquanto esse é claramente o publico alvo, ao mesmo tempo as tirinhas não nos vêem com bons olhos. É um pouco a idéia de rir de si mesmo. Claramente as pessoas se identificam com as situações. Mas, em um dia de sobrecarga ou frustração com o sistema, ver uma caricatura tão clara e explícita não ajuda muito o equilíbrio emocional da pessoa. Ele consegue tocar justo naquele pontos críticos que todos nós reconhecemos, mas preferimos não pensar muito.


De um certo modo, acho que minha iniciativa de escrever esse blog é no fundo a busca de mais uma ferramenta de procrastinação (característica clara de todo grad student - mas compartilhada por muitas outras pessoas). Mas agora chega de enrolar, vou voltar p o trabalho.












ps: Jorge Cham largou a vida acadêmica e hoje vive dos diversos sub-produtos das tirinhas. Não dá pra dizer que foi uma má escolha.



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Provas

Hoje recebi o resultado oficial das minhas provas de qualificação.

Uma tortura, 6 provas de 3 horas de duração, uma de cada disciplina obrigatória do curso. Resultado: o verão inteiro enfurnada nas bibliotecas da UCLA. Acumulando informação (conhecimento). Mas para que? Será que ano que vem ainda vou lembrar aquilo que estudei? Dizem os alunos mais antigos do curso que não.

Isso me lembra um pouco do vestibular. Naquela época alguém me disse que nunca mais na vida eu saberia tão pouco sobre tanta coisa. Dificilmente algum dia eu saiba de tantos detalhes históricos ou o nome de tantos autores do realismo no Brasil. Se alguém me perguntar o nome desses autores hoje, ou quais foram as reformas do período regencial é óbvio que eu não vou saber responder (fico impressionada que ainda lembro que tinha um capítulo do meu livro de história com esse título).

Mas o que será que aconteceu com toda essa informação? Afinal, são 18 anos de estudo, com em média 180 dias letivos por ano e umas 4 horas de aula por dia. E ainda tem todas as pessoas que conheci nesse tempo e todos os lugares que visitei para se somarem às 12960 horas de aula que assisti.

Em algum momento, mesmo que temporariamente, meu cérebro registrou essa informação. Certamente existe algum mecanismo seletivo que decide o que é importante o suficiente para ser transferido para a memória de médio ou longo prazo. Durante meu curso de biologia não lembro de nenhuma informação importante que explique como esses processos acontecem.

As informações, como quase tudo no nosso cérebro, estão contidas nas rede de ligações sinápticas. O máximo que lembro é de uma proteína com cara complicada que poderia ter alguma função na definição de quais ligações seriam mantidas de forma definitiva. Um dia ainda peço para alguém da área me explicar esses processos direito. Mas o que sei é que esta é mais uma das perguntas (ao menos parcialmente) em aberto na biologia.



É difícil entender (e talvez até mesmo aceitar) como proteínas semelhantes à da imagem e ligações entre neurônios conseguem definir aquilo que lembramos. É difícil entender a ligação disso com o fato de que de todos os substantivos em alemão que um dia eu soube, um dos pouco que lembro do artigo é (das) mädchen. Sempre me intrigou o fato de moça ter artigo neutro.

Esse é um dos problemas que eu acho que será resolvido com a ajuda da matemática. Mas não é para mim.

Um novo projeto

Hoje, então, resolvi começar um blog.

Para quem me conhece, esse pode ser um movimento um pouco estranho. Nunca fui daquelas pessoas conhecidas pela expressão com a palavra, principalmente escrita. Desde criança meu pai me diz que eu não sei escrever. Há tempo também eu uso esse fato como desculpa quando alguém me pede opinião sobre um texto ou um poema. Mas agora, por alguma razão não bem entendida, senti vontade de começar.

Minha intenção com esse blog é um pouco difusa. Pretendo contar um pouco dessa minha experiência americana, e falar um pouco das coisas que me interessam academicamente, artisticamente, conceitualmente, ou só por diversão. Eu sei que isso é meio vago, mas essa é exatamente a idéia.

Tenho minhas dúvidas sobre por quanto tempo vou manter este projeto, mas por enquanto estou bem animada.

Para começar, então, vou colocar esse vídeo que achei no blog Ciência ao Natural. As imagens casam com uma das matérias que eu estudei para as provas que acabei de fazer, self similarity and fractals. Mas mais do que isso, acho que elas fazem parte do imaginário das pessoas em relação à "união" de biologia e matemática (se é que tal imaginário existe).






O vídeo usa os números de Fibonacci para encontrar exemplos de auto similaridade na natureza. A sequência de Fibonacci é 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21... , e os números seguintes são encontrados somando as 2 entradas anteriores. Ésses números são importante porque representam de forma abstrata o conceito de que algum padrão se repete em todas as escalas.

O reconhecimento desses padrões na natureza certamente dá uns vídeos com imagens muito impressionantes. Mas pra mim, a pergunta que fica é porque esses padrões são achados em tantos exemplos naturais. Mas isso é assunto pra outra hora.

Noto que o blog começou puxando bem para o lado abstrato. Vamos ver como e se continua.